Ações do Centro de Excelência contra a Fome beneficiam 4 milhões de crianças
12/4/2019

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O Centro de Excelência contra a Fome – fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) – lançou na semana passada (5) seu relatório anual de 2018, que analisa os impactos de suas atividades em países parceiros.

Ao longo do ano, o Centro de Excelência realizou ações para o fortalecimento dos programas de alimentação escolar em 17 países, o que beneficiou aproximadamente 4 milhões de crianças e milhares de agricultores familiares.

O Centro de Excelência presta apoio contínuo a 30 países no desenvolvimento de capacidades para eliminar a fome. O órgão oferece assistência técnica e apoio remoto de acordo com o contexto e as demandas de cada país.

Em 2018, 17 países (Benim, Burkina Faso, Burundi, Camboja, Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné-Bissau, Laos, Libéria, Moçambique, Nepal, Quênia, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Tanzânia e Togo) receberam apoio direto do Centro para fortalecer as capacidades nacionais para promover o desenvolvimento sustentável. O resultado dessas ações foi o aprimoramento das políticas e programas nacionais de alimentação escolar e seus componentes e sistemas.

Alguns países fornecem bons exemplos do tipo de impacto que as atividades de Cooperação Sul-Sul do Centro de Excelência podem gerar. Com o apoio técnico do Centro, o Quênia aprovou uma Estratégia Nacional de Nutrição e Alimentação Escolar que pretende atingir 1,6 milhão de crianças nos próximos cinco anos.

O Benim aperfeiçoou os marcos de seu programa, o que contribuiu para a alocação de 80 milhões de dólares do orçamento do governo para fortalecer o programa de alimentação escolar realizado em parceria com o PMA.

A Costa do Marfim aprovou uma política de alimentação escolar e uma estratégia para realizar a transição do programa operado pelo PMA para um programa nacional. Já o Burundi aprovou sua política nacional e Burkina Faso está trabalhando na elaboração de uma estratégia de alimentação escolar.

Algodão e segurança alimentar

Benim, Moçambique, Quênia e Tanzânia fazem parte do projeto Além do Algodão, que pretende ampliar a segurança alimentar e nutricional de agricultores familiares produtores de algodão.

O projeto é uma iniciativa do Centro de Excelência do PMA e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em parceria com o Instituto Brasileiro do Algodão. Ele abarca uma visão panorâmica do sistema de produção de algodão ao unir agricultura regenerativa, nutrição, redução da pobreza e desenvolvimento regional.

O projeto oferece apoio a produtores de algodão e a instituições públicas nesses quatro países africanos para viabilizar a comercialização de subprodutos do algodão, como o óleo, e de culturas alimentares associadas ao algodão, como milho, sorgo e feijão.

Atividades de influência da agenda pública

Os eventos de alto nível que o Centro de Excelência apoiou tiveram como objetivo fortalecer a Cooperação Sul-Sul para a eliminação da fome e levaram ao estabelecimento de novas parcerias.

Um exemplo é o Fórum Global de Nutrição Infantil, realizado na Tunísia com 350 participantes de 50 países, que fizeram um ousado chamado à ação: os países devem tomar para si a responsabilidade pela implementação de seus programas de alimentação escolar.

O projeto Além do Algodão foi apresentado na Conferência de Sustentabilidade no Comércio Têxtil em Milão e a participação no evento abriu várias oportunidades para a expansão do alcance e do impacto da iniciativa.

Celebrada no Zimbábue, a terceira edição do Dia Africano de Alimentação Escolar marcou o compromisso do continente em promover a alimentação escolar. O Centro de Excelência, membro do Grupo de Trabalho da União Africana para a Alimentação Escolar, vem colaborando com a União Africana desde 2015 e foi um dos organizadores do Dia Africano de Alimentação Escolar desde a primeira edição, em 2016.

Clique aqui para acessar o relatório.