Falta de reformas fundamentais pode comprometer progressos na Guiné-Bissau
8/7/2010

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Os progressos realizados por Guiné-Bissau após a crise política do ano passado podem ficar comprometidos, a menos que grandes reformas nas áreas de defesa e segurança sejam realizados, apontou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em um novo relatório. Nos últimos meses, existe uma crescente tensão política e de segurança no país. Uma série de assassinatos políticos no ano passado ameaçaram a segurança e estabilidade, mas a ordem foi reestabelecida com a eleição de Malam Bacai Sanhá em junho de 2009, no pleito presidencial.

No entanto, Ban observou em seu último relatório sobre os desenvolvimentos na Guiné-Bissau e nas atividades do Gabinete Integrado das Nações Unidas de Consolidação da Paz no país, conhecida como UNIOGBIS, que a breve detenção do Primeiro-Ministro, do Chefe do Estado-Maior e de outros altos oficiais militares no dia primeiro de abril constituiu “um grande contratempo” para o processo de consolidação da estabilidade e da implementação de reformas fundamentais.

Além disso, a violação das instalações das Nações Unidas no mesmo dia por elementos das Forças Armadas é “inaceitável e condenável”, disse o Secretário-Geral, que pediu às autoridades nacionais que cumpram com sua obrigação de proteger as instalações da ONU, seus funcionários e suas posses.

“Os importantes progressos realizados pelo governo e pelo povo da Guiné-Bissau no sentido de reforçar as instituições democráticas e a realização de importantes reformas, que tinham gerado uma dinâmica positiva com e entre os parceiros internacionais, poderiam ficar rapidamente comprometidos, a menos que mudanças drásticas sejam feitas por importantes agentes nacionais para o avanço crucial das reformas, incluindo a reforma dos setores da defesa e segurança, para a estabilização o país”, declarou Ban Ki-moon.

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