O poder capacitador da alfabetização das mulheres
9/9/2010

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As Nações Unidas pediram ontem (8) mais financiamento e apoio para melhorar as taxas de alfabetização entre as mulheres do mundo, que incluem dois entre cada três dos adultos que não sabem ler nem escrever.

Em uma mensagem marcando o Dia Internacional da Alfabetização, comemorado mundialmente ontem, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, destacou o efeito transformador tanto sobre uma família quanto na comunidade em geral, quando uma mulher é alfabetizada. As mulheres alfabetizadas são mais propensas a enviar seus filhos, especialmente as meninas, a escola, afirmou ele. “Ao serem alfabetizadas, as mulheres tornam-se mais economicamente auto-suficientes e mais ativas na vida social, política e cultural de seu país. Todas as evidências mostram que o investimento na alfabetização das mulheres produz dividendos de grande desenvolvimento”, acrescentou.

Ban pediu aos governos, doadores, organizações não-governamentais (ONGs) e outros grupos para fazerem mais para tornar acessível a alfabetização às mulheres em todos os lugares, especialmente aquelas que vivem em comunidades vulneráveis e isoladas.

A Diretora-Geral das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, disse em sua mensagem de que investir na alfabetização das mulheres traz retornos muito altos. “Melhora a qualidade de vida, leva a uma melhor saúde infantil e materna, e favorece o acesso das jovens à educação”, afirmou. “Em suma, as mulheres recém-alfabetizadas trazem um efeito positivo em todos os indicadores de desenvolvimento.”

Bokova fez o discurso em uma conferência internacional na sede da ONU em Nova York ontem, que foi inaugurado pela ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Laura Bush, que é Embaixadora Honorária para a Década das Nações Unidas para a Alfabetização (UNLD). A UNESCO lançou uma nova Rede de Conhecimentos e Inovação para a Alfabetização, criada com o apoio da Microsoft e a Fundação Verizon, onde os pesquisadores podem partilhar conhecimentos on-line.

Embora as taxas de analfabetismo mundial estejam caindo, estima-se que aproximadamente um em cada seis adultos ainda não sabe ler ou escrever.